
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Ágata Rafaelly
sexta-feira, 19 de março de 2010
El beso de la mujer araña



Se Bottega Veneta seduzir-nos em temporadas anteriores, com os seus sacos de couro e sapatos feitos à mão, o efeito da grade torcida vem agora a moda primavera projetos tecidos web como uma teia de aranha. São bandas e cordões que for apanhado a criação de jogos de vidros ópticos e interessante. Gucci acrescenta como elásticos e aplicações de metal e distribui-los em suas roupas como se fossem juntas arty de um aracnídeo perigoso. Emilio Pucci reinterpreta esta tendência com atacadores, zig zag cortes nos swimsuits nude sandálias de dedo ultrasexy e abotinadas peep. Roberto Cavalli desenhos sandálias de camurça Spiderwoman e Jonathan Saunders traz um toque de tecla Africano empoeirados tribais.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Imperioso. E abundantemente perturbador.

sábado, 19 de setembro de 2009
Alexandre Herchcovitch, Verão 2010

O estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch, praticamente repetiu seu desfile de verão do ultimo SPFW no NYFW. Apresentou uma coleção de pura fantasia: brilhantes, vibrantes e colorida. Como já tinha escrito aqui, Alexandre me surpreendeu com esta coleção não só pela estamparia mas com o desfile divertido e gostoso de se ver que esta coleção apresenta
O show trouxe groovy, estampas psicodélicas , com uma cartela de multi cores, sem esquece,r dos classicos pretos e pratas de Nova York. Uma pitada de tempero esportivo (futebol americano) adicionados ao experimento, com modelos segurando bolsas no formato de bolas de futebol americano;

terça-feira, 8 de setembro de 2009
Chanel Fall Winter 2009/2010





sábado, 5 de setembro de 2009
Moda é arte?

Ao longo dos anos 90, a moda entrou na pauta da sociedade brasileira. Passou-se a conhecer o nome das principais modelos, estilistas começaram a aparecer em programas de TV, desfiles entraram ao vivo nos noticiários da noite e chegaram às primeiras páginas de jornais.
Tudo andou tão rápido que é como se tivesse sido sempre assim. Quem está envolvido com moda mal consegue lembrar-se de quando as coisas eram diferentes. Ficou comum dizer, em tom de alegria: a moda entrou na moda. A frase virou máxima e, até o final da década, foi repetida no país tanto por quem era do meio quanto pelo público em geral. O que também nos faz pensar: então houve um tempo em que a moda esteve "fora de moda"?
O conceito de "estar na moda" se auto-explica e confunde. Tratar de moda implica lidar com elementos os mais complexos, especialmente quando combinados. Entrando nesse assunto, tangemos valores como imagem, auto-imagem, auto-estima, política, sexo, gender-bending (troca de sexos, ou o velho e bom masculino / feminino), estética, padrões de beleza e inovações tecnológicas, além de um caleidoscópio de outros temas: desde condições climáticas, bailes, festas, restaurantes ou uniformes até cores (e a ausência delas), modelos, top models, supermodels ou gente "normal", mídia, fotografia de moda, moda de rua, tribos (e a ausência delas); música e diversão, mas também crise e recessão, criatividade e talento. Dinheiro também. E vaidade, competitividade, ego, modismos e atemporalidades, história e futuro, excessos, radicalismos e básicos. Não necessariamente nessa ordem, claro. Aliás, muito pelo contrário.
Na moda, tempos de luxo são substituídos por tempos de contenção, e assim por diante. Autofágica, quando achamos que estamos entendendo algo, tudo vira de cabeça para baixo de novo. E de novo e de novo. Nada é eterno. O que não quer dizer que algumas imagens, pessoas ou looks não durem para sempre. Pense no New Look de Dior, em 1947, ou na minissaia de Mary Quant, nos anos 60. Momentos de virada, momentos históricos.
Muitas vezes, o mundo não se dá conta de que eles são históricos ou, também muitas vezes, não percebe que a moda termina por completar o quadro histórico das sociedades. A olhos desatentos, muito do que vem das passarelas é coisa para iniciados, e até o que acontece nas ruas faz parte da informação somente dos guetos e dos nichos.
Valores que se cristalizaram anteriormente davam conta de que a moda era algo decidido por um punhado de estilistas, que determinavam o que se devia vestir. Não é mais assim. Como também não se aplica o pensamento de assistir a um desfile pela TV ou ver uma foto no jornal e pensar: "Nossa, eu jamais usaria isso!" É que nem tudo o que aparece na passarela é feito para efetivamente usar. Muitas vezes, uma imagem é reforçada ou tratada de modo mais extravagante ou incomum para que idéias sejam mais explicitadas, ou mesmo para produzir uma boa imagem para foto. Achar que os estilistas querem que você realmente saia "daquele jeito" é uma bobagem tão grande quanto ver uma obra de arte e simplesmente ficar imaginando se a teríamos na sala de visitas.
Então, moda é arte? Talvez seja mesmo. Pode ter tantas abordagens subjetivas e paradoxais que talvez seja imprescindível levar em conta seu caráter "artístico". Então, tudo o que se vende nos shoppings é arte? Bem, mais ou menos. Na moda, o simplismo não funciona.


